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São Luís de Montes Belos - GO, 19 de Dezembro de 2014
Artigos & Opiniões

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRÉ E PÓS-PARTO NORMAL*
Prof. Itamar Pereira de Oliveira
Publicado em 06/07/2009 - 08:43:05

 

Itamar Pereira de Oliveira**, Anselmo Ramos de Moraes***, Tânia Cristina Alves do Carmo***,

Sônia Maria Ferreira***, Brenda de Oliveira Monteiro****.

 

*Trabalho realizado na Faculdade Montes Belos – FMB

** Respectivamente professor, ***discentes e ****orientadora da FMB

 

Existem evidências de que a saúde contribui efetivamente para a qualidade de vida dos indivíduos ou de populações. Para mensurar o estado de saúde e bem-estar de uma  população, faz – se necessário, neste caso, à análise da situação de saúde, bem como esta tem sido assistida no pré e pós parto normal. Para sublimar esse momento na vida da mulher, deve ser oferecido maior acesso e melhor qualidade nos serviços prestados, ação imprescindível na assistência humanizada de enfermagem. O adequado atendimento reduz a morbi mortalidade materna e infantil, grande parte dos estudos abordando esse tema, demonstra que houve importantes avanços na assistência à gestação e parto, embora permaneçam deficiências em relação à atenção/orientação às mulheres, ressaltando os benefícios de optar pelo parto normal, sabendo que reduz os riscos e complicações durante e/ou pós parto, facilita a involução uterina, promove melhor recuperação e bem estar da cliente mais rapidamente. Para maiores conhecimentos, foi necessário buscar embasamento teórico e referências a respeito desse tema, como suporte para essa análise da prestação de serviços atual.

A gestação, parto e puerpério constituem uma experiência humana das mais significativas, com forte potencial positiva e enriquecedora para todos que dela participam (BRASIL, 2001). De acordo com Rezende (2005), é o parto o estádio resolutivo do ciclo grávido-puerperal; foi a prenhez evolução e será o puerpério involução. Deve-se considerar que a assistência obstétrica centrada nas necessidades da cliente que deve ser baseada não apenas em procedimentos e normas técnicas pré-estabelecidas, mas na valorização da individualidade, visto que o ser humano é diferenciado pela própria natureza por ser racional e possuir características específicas, como caráter, personalidade, sentimentos, opiniões, crenças, desejos, aspirações, valores próprios, dignidade e senso de justiça, que devem ser respeitados, considerados e valorizados (MACHADO & PRAÇA, 2006).

 Preocupados com esse modelo atual de assistência, buscou-se, levar o profissional a uma reflexão mais profunda a respeito do quanto se pode fazer além das técnicas e normas, voltada para o humano. Há conceitos de humanização do parto, porém, há um movimento crescente, onde a população clama por socorro, pela sensação de descaso na assistência recebida, onde, muitas mulheres são tratadas como mais uma. Assim, como forma de buscar respostas para o fato dos profissionais de saúde permitir essas atitudes ou não incorporarem o verdadeiro desafio humanizado de servir (CASTRO & CLAPIS, 2005). O presente estudo estabeleceu como objeto de investigação a percepção do processo de mudança, na qualidade das ações em relação à assistência ao parto normal, de modo humanitário, significativo e crucial para a futura mamãe e filho.

A metodologia utilizada constituiu em um estudo bibliográfico que buscou identificar a produção científica sobre assistência de enfermagem ao parto normal. As fontes foram: artigos científicos da base de dados da SCIELO, LILACS, BIREME e Ministério de Saúde (BRASIL,2005), no período  de 2000 a 2007. Obteve - se como resultado da busca de dados bibliográficos através do cruzamento das palavras-chaves incluindo assistência de enfermagem, parto normal, parto cesárea, humanização, puerpério, e artigos nas  áreas temáticas como medicalização do parto, humanização da assistência ao parto, acompanhante no parto e atuação da enfermeira obstétrica. Após a seleção dos trabalhos publicados de interesse à essa pesquisa, os mesmos foram adquiridos na íntegra para efetuar a leitura exploratória com fichamentos, dando início ao seu desenvolvimento segundo os objetivos propostos.

Segundo Dias et al. (2005) a implantação da atenção aos partos de baixo risco por enfermeiras obstetras está associada a mudanças nas práticas e rotinas institucionais, já que se encontra inserida num contexto de humanização do parto e nascimento. A entrada da enfermagem obstétrica neste espaço de assistência, ocupado pelos médicos obstetras, tem provocado embates entre estas categorias, dificultando a implantação da política de humanização. Tem-se a idéia de que a enfermagem deixa a desejar, quanto ao seu papel, visto que, a cliente se encontra em contato diretamente com a enfermagem no pré-natal e pós parto, assim, fica notório a necessidade de maior envolvimento desse profissional em saúde.

 De acordo com Rezende (2005) é o parto o estádio resolutivo do ciclo grávido-puerperal; foi a prenhez evolução e será o puerpério involução. Nesse sentido, é imprescindível que os profissionais em saúde estejam voltados para um atendimento mais humanizado e de qualidade para que transcorra dentro dos padrões esperados, minimizando quaisquer complicações futuras que possam advir.

Para o Ministério da Saúde (2001), o parto normal foi o procedimento de maior freqüência no ano de 1999 e o segundo procedimento de maior impacto financeiro. No Brasil, a assistência à mulher no momento do parto é em grande parte hospitalar, com diferentes percentuais para cada região, o que demonstra a necessidade de maior envolvimento da Saúde Pública, com disponibilidade de profissionais competentes, oferta de serviços de qualidade e humanizado, minimizando os gastos com complicações evitáveis ou mesmo, reduzindo o percentual de internações e permanência nas unidades, ou ainda, risco de infecções hospitalares, bem como as mortes maternas e neonatais. Há evidências que a cesariana desnecessária aumenta o risco da mãe morrer no parto em até seis vezes mais, enquanto que no parto normal esse risco é reduzido e os benefícios são inúmeras vezes maiores.

 Sendo assim, o cuidado enquanto essência da assistência da enfermagem vem, há tempos, tendo sua prática incorporada à saúde da mulher, no ciclo gravídico-puerperal, apesar das diversas conotações, que variam desde a abordagem puramente tecnicista até aquela que envolve uma prática individualizada e humanizada, centrada na totalidade do ser humano, a partir de suas necessidades biofisiológicas e psicossociais. Esta afirmação vem de encontro com o anseio da pesquisa proposta, nela conota a busca por melhor e maior qualidade, que é objeto desse artigo.

O papel do enfermeiro consiste em prestar os cuidados necessários para a mãe e criança, enfocando informações precisas sobre o parto, o puerpério, e puericultura, que minimizem os anseios e medos da cliente e que promovam um ambiente saudável para a adaptação física e emocional da mulher, da sua condição de gestante para a nova condição de puérpera (RODRIGUES et al, 2006).

Foi possível observar que o parto normal é o mais seguro tanto para mãe quanto para o bebê. As gestantes constituem o foco principal do processo de aprendizagem, porém não se pode deixar de atuar, também, entre os companheiros e familiares. É necessário que o setor saúde esteja aberto às mudanças sociais e cumpram de maneiram mais ampla o seu papel de educador e promotor da saúde.

 Pensando nesse contexto, cabem aos gestores, profissionais de saúde e comunidade reivindicar a implantação de políticas públicas, destinadas ao acolhimento e atendimento à mulher de forma mais humanizada, momento em que se encontra mais vulnerável e carente, especialmente durante a maternidade. Nesse sentido, faz-se necessário a aquisição de profissionais qualificados e comprometidos de forma pessoal e profissional, respeitando a mulher, com ética e dignidade, exercendo assim, sua autonomia no resgate de uma assistência humanizada, valorizando o ser humano em toda sua essência.

 É sabido que os benefícios do parto normal oferecem à mulher a oportunidade dela mesma fazer suas escolhas, de como, onde e com quem estar sendo ela a tutora das ações e decisões, participando ativamente, sendo protagonista desse momento sublime e único em sua vida. Este é um processo singular, uma experiência especial no universo da mulher e de seu parceiro, que envolve também suas famílias e a comunidade. A assistência humanizada da saúde materna representa um desafio à saúde pública para o país e profissionais, ao não se garantir o acesso seguro ao evento da maternidade, impõe-se às mulheres limites ao exercício dos direitos reprodutivos e, portanto, à condição de cidadania. A partir dessas considerações, este trabalho se justifica à medida que proporciona reflexão que pode contribuir, despertar o interesse e a atenção dos enfermeiros e de todos os profissionais envolvidos no processo, para humanização do parto em toda sua plenitude.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual técnico. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2005. Disponível em:<http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_puerperio_2006.pdf>.Acessado em 21/ junho/ 2009.

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticos de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher. Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica da Mulher – Brasília: Ministério da Saúde, 2001. Disponível em:<http://www.saude.sp.gov. br/resources/profissional/ acesso_rapido/gtae/ saude _da_mulher/ parto_aborto_puerperio.pdf >. Acessado em: 10/Maio/2009.

 

CASTRO, Jamile Claro de; CLAPIS, Maria José. Parto humanizado na percepção das enfermeiras obstétricas envolvidas com a assistência ao parto. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2005, vol.13, n.6, pp. 960-967. ISSN 0104-1169. Disponível em: <http://www. scielo.br/ pdf/ rlae/v13n6/v13n6a07.pdf>. Acessado em: 09/junho/2009.

 

DIAS, Marcos A. B.; DOMINGUES, Rosa M. S. M. Desafios na implantação de uma política de humanização da assistência hospitalar ao parto. Ciênc. saúde coletiva [online]. vol. 10, n. 3, pp. 699-705. 2005. Disponível em: <http://www.scielosp.org/pdf/csc/v10n3/a26v10n3.pdf >. Acessado em: 02/junho/2009.

 

MACHADO, Nilce X. de S.;  PRACA, Neide de S. Centro de parto normal e a assistência obstétrica centrada nas necessidades da parturiente. Rev. esc. enferm. USP [online], vol.40, n.2, pp. 274-279. São Paulo, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v40n2/16.pdf> . Acessado em: 02/junho/2009. 

 

REZENDE, Jorge de. Obstetrícia. 10.  ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2005. p.297.

 

RODRIGUES, Dafne Paiva; FERNANDES, Ana Fátima Carvalho; SILVA, Raimunda Magalhães da; PEREIRA, Maria Socorro.  O domicílio como espaço educativo para o autocuidado de puérperas: binômio mãe-filho. Texto contexto - enferm. [online], vol.15, n. 2, pp. 277-286. Florianópolis, abr-jun. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/ scielo. ? =sci _pdf&pid= S0104-07072006000200012 &lng= en&nrm=iso&tlng=pt>.Acessado em 12/Maio/2009.

 


 
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